Estudos publicados
O método, antes do mandato
As decisões que mais movem o valor de uma operação são tomadas sobre linhas que o mercado discute de forma qualitativa e raramente quantifica. Publicamos a conta
Artigos, leitura aberta
O argumento, sem cadastro
Textos completos na própria página, sobre as decisões que o controlador enfrenta antes, durante e depois de uma operação
O Comprador que Vem de Fora
Por que o adquirente estrangeiro costuma pagar mais, e o que muda no contrato quando ele paga
Em setor consolidado, o comprador com maior disposição a pagar costuma estar fora do país, porque compra acesso a um mercado que o comprador local já tem. Essa diferença de preço existe, mas só chega ao vendedor se o processo for desenhado para ela. Câmbio, estrutura, aprovação e prazo entram na negociação desde o início, e não depois da assinatura
Ler o artigoLeitura abertaOs Dois Lados da Mesa
O conflito de interesse na assessoria de fusões e aquisições, e o que significa, na prática, ser independente
Quem assessora a venda de uma empresa e, ao mesmo tempo, financia o comprador, publica pesquisa sobre as ações envolvidas ou opera os mesmos papéis tem interesses que nem sempre coincidem com os do cliente. Independência não é adjetivo, é estrutura: um cliente por operação, nenhum produto próprio para colocar, e remuneração que vem do mandato
Ler o artigoLeitura abertaO Crédito Privado
Quem empresta às companhias médias fora do banco, a que custo, e quando isso compensa
O crédito que não passa pelo balanço do banco virou alternativa real para companhias que o banco atende mal: as que precisam de prazo longo, de carência ou de estrutura sob medida. Ele custa mais que o crédito bancário com garantia, e por isso só compensa quando a flexibilidade que compra vale mais do que o spread que cobra
Ler o artigoLeitura abertaO Múltiplo do Software
Por que companhias de tecnologia não se avaliam pelo EBITDA, e o que realmente move o preço
Uma companhia de software em crescimento investe hoje para faturar amanhã, e por isso o EBITDA corrente subestima o que ela vale. O preço se forma sobre a receita recorrente e sobre a qualidade dela: quanto os clientes existentes gastam a mais a cada ano, quanto custa trazer um cliente novo, e quanto tempo ele leva para se pagar
Ler o artigoLeitura abertaA Opinião que Protege
Fairness opinion, quando ela é necessária, a quem protege, e o que ela não diz
A fairness opinion é o parecer de um assessor financeiro afirmando que o preço de uma operação é justo, do ponto de vista financeiro, para uma das partes. Ela protege quem decide, sobretudo o conselho, mas não é avaliação, não é recomendação, e perde valor quando quem a assina tem interesse no resultado
Ler o artigoLeitura abertaO Agro que Capta
CPR, CRA, Fiagro e FIDC, e como a cadeia do agronegócio acessa o mercado de capitais
O agronegócio tem um conjunto de instrumentos de captação criado especificamente para ele, com lastro na produção e nos recebíveis da cadeia. Para a companhia média do setor, a escolha entre eles depende menos da taxa e mais de onde está o lastro: na safra, nos recebíveis de clientes ou na terra
Ler o artigoEstudos completos
O método, com a conta aberta
Documentos integrais em PDF, com memória de cálculo, fontes em nota e lacunas declaradas
O Custo que Não Encolhe
Por que a conta de manter o registro em bolsa pesa na razão inversa do porte, e a partir de onde sair se paga
O custo de manter uma companhia listada é praticamente fixo, e por isso pesa na razão inversa do tamanho. Para a Ambev, o valor presente desse custo equivale a três milésimos de por cento da empresa. Para uma companhia de doze milhões de valor de mercado, o mesmo custo equivale a quarenta e quatro por cento, e é aí que a decisão de fechar o capital se toma sozinha
Ler o estudo · 35 páginas24A Casa Ganha
Fusões, aquisições e captação no mercado brasileiro de apostas de quota fixa, depois da regulação
A lei de 2023 criou do zero um mercado regulado de apostas, com outorga de trinta milhões de reais por até três marcas. Existe uma única operação brasileira com dado auditado, e ela deu prejuízo. Todo o resto do documento é construído a partir daí, sobre os alvos, os compradores e as estruturas que ainda não têm precedente
Ler o estudo · 32 páginas01O Mapa da Dívida
Os instrumentos de captação disponíveis a uma companhia fechada, do crédito bancário bilateral à emissão no exterior
O custo fixo de estruturação, e não a taxa, é o que define a partir de que porte o mercado de capitais compensa. Em uma emissão de vinte milhões, dois milhões de custo fixo consomem dez por cento do captado; em quinhentos milhões, consomem quatro décimos por cento
Ler o estudo · 46 páginas02O Custo Real do Dinheiro Barato
Crédito subsidiado, contrapartidas e o que a taxa baixa cobra em outro lugar
A taxa subsidiada tem contrapartidas que não aparecem na planilha de custo de capital: restrição de uso, obrigação de resultado, prestação de contas e exposição a fiscalização por anos após a liberação
Ler o estudo · 35 páginas03A Máquina de Aquisições
Buy-and-build, e a disciplina de comprar em série sem destruir o que se comprou
Consolidação em série é uma competência operacional, e não uma tese de investimento. O que separa quem consegue de quem não consegue é o processo de integração, e não a capacidade de identificar alvos
Ler o estudo · 35 páginas04O Earnout
A opção que o vendedor recebe sem saber quanto ela vale, e cujo ativo subjacente a contraparte controla
O earnout é, financeiramente, uma opção de compra detida pelo vendedor sobre o desempenho futuro da empresa que ele acabou de vender. Ele paga cerca de vinte e um centavos por dólar contratado, e o ativo subjacente é gerido por quem o paga
Ler o estudo · 30 páginas05A Arquitetura do Acordo
A negociação de uma operação, com minutas de cláusula e a lógica de cada uma
O contrato de compra e venda não registra o acordo; ele o constrói. Cada cláusula aloca um risco específico, e a alocação padrão do mercado favorece sistematicamente o comprador
Ler o estudo · 30 páginas06As Cláusulas de Saída
Put, call, shotgun, drag e tag, e o que cada uma faz quando a sociedade azeda
Cláusulas de saída são escritas quando os sócios se entendem e acionadas quando não se entendem mais. A que parece justa no papel frequentemente favorece quem tem mais liquidez na hora de usar
Ler o estudo · 26 páginas07O EBITDA Ajustado
O numerador do múltiplo, e a única linha do preço que não é medida contábil nem é auditada
Cada real de ajuste é multiplicado pelo múltiplo. Um milhão de add-back aceito vale seis milhões e meio de preço, e é a linha que mais move o valor de uma operação
Ler o estudo · 24 páginas08As Contingências
O passivo fora do balanço, a sucessão e os quatro números legítimos da mesma carteira
A mesma carteira de processos produz quatro números defensáveis: o provisionado, o valor esperado ponderado, o divulgado em nota e a exposição total. A classificação em provável, possível e remoto é opinião jurídica, e não medição
Ler o estudo · 24 páginas09A Zona Cinzenta
O custo de capital de uma companhia fechada de médio porte, e por que ele não se mede
Os modelos de custo de capital foram construídos para companhias listadas em mercados profundos. Aplicá-los a uma empresa fechada brasileira exige premissas que nenhum manual resolve, e cada premissa move o valor
Ler o estudo · 24 páginas10O Mapa da Crise
Recuperação judicial, do pedido ao plano, na perspectiva de quem decide
A recuperação judicial salva a empresa e frequentemente apaga o acionista. A decisão de pedir tem janela, e ela fecha muito antes do que o controlador imagina
Ler o estudo · 23 páginas11Dois Compradores
O estratégico e o financeiro, e por que a sabedoria convencional sobre eles está errada há treze anos
O prêmio do comprador estratégico existiu de 1992 a 2012, desapareceu em 2013, e em 2025 estava invertido. O fundo pagou 10,1 vezes o EBITDA contra 8,6 do estratégico
Ler o estudo · 22 páginas12A Aprovação
O controle de concentrações, o cronograma que ele impõe, e o risco que mora na cauda
Noventa e oito por cento das operações são aprovadas sem restrição e noventa e quatro por cento saem em quinze dias. O risco não está na média; está na cauda, e o rito ordinário piorou vinte e oito por cento em um ano
Ler o estudo · 21 páginas13Ativos em Situação Especial
Aquisição de empresas em dificuldade, e o que muda quando o vendedor não pode esperar
Comprar ativo em dificuldade não é comprar barato; é comprar um problema com desconto. O que separa a boa da má aquisição é a capacidade de distinguir problema de caixa de problema de negócio
Ler o estudo · 21 páginas14O Ágio e a Prova
Ágio, amortização e o contencioso administrativo que decide se ele vale
O ágio só vale o que a prova sustenta. O laudo de rentabilidade futura é a peça central, e ele precisa existir antes da operação, não depois da autuação
Ler o estudo · 20 páginas15A Janela que se Fecha
Sucessão familiar, e o custo composto de adiar a decisão
A decisão de vender ou suceder tem janela, e ela é mais estreita do que o controlador percebe. Cada ano de adiamento reduz o universo de compradores e o valor que eles pagam
Ler o estudo · 19 páginas16A Engenharia do Preço
Como as linhas do preço viram estrutura contratual, e onde cada uma é disputada
Preço não é um número; é uma estrutura. Entre o valor da empresa anunciado e o dinheiro que chega à conta do vendedor há uma sequência de ajustes, e cada um deles é negociável
Ler o estudo · 19 páginas17O Capital de Giro
A linha mais litigada de uma operação, e por que ela tem sempre dois números defensáveis
A mesma empresa tem dois números de capital de giro, ambos defensáveis, e a distância entre eles chega a 11,7% do preço. A escolha do mês de fechamento vale mais que a maior parte das discussões de definição
Ler o estudo · 18 páginas18O Guia do Controlador
O que fazer nos vinte e quatro meses anteriores à venda
A maior parte do valor de uma operação é criada antes de ela começar. O que se faz nos dois anos anteriores vale mais que o que se negocia na mesa
Ler o estudo · 18 páginas19O Ganho de Capital
Quanto o dono leva para casa, e como a estrutura de alienação muda o número
A série inteira precifica a empresa, e nenhum documento respondia quanto o dono leva para casa. A diferença entre estruturas igualmente defensáveis chega a 39 milhões sobre alienação de 156
Ler o estudo · 17 páginas20O Barômetro do Middle Market
Múltiplos praticados no mercado médio brasileiro, com a metodologia aberta
Múltiplo divulgado sem metodologia é ruído. Este documento publica a apuração inteira, para que o leitor possa discordar do método em vez de aceitar o número
Ler o estudo · 16 páginas21O Aval que Fica
A garantia pessoal que não se transfere com a empresa, e da qual o avalista não pode sair sozinho
O controlador vende a empresa e continua respondendo pela dívida dela. O fiador pode exonerar-se sozinho; ao avalista não é facultado fazê-lo, e o banco brasileiro empresta por cédula de crédito bancário, que recebe aval
Ler o estudo · 13 páginas22A Janela Fechada
Cinco anos sem abertura de capital no Brasil, as ofertas de saída, e a projeção para 2027 a 2031
Entre 2022 e 2025 nenhuma companhia abriu capital na bolsa brasileira, e a única de 2026 foi integralmente secundária. Projetamos os cinco anos seguintes sob três trajetórias de juro, e em nenhuma delas o mercado volta ao patamar de 2021
Ler o estudo · 46 páginasO critério
Memória aberta
Todo número vem com a conta que o produz, para que o leitor possa refazê-la e discordar do método, e não apenas do resultado
Premissa declarada
Separamos o que é dado público do que é premissa nossa. Onde construímos uma distribuição, dizemos que construímos
Lacuna registrada
Onde o dado brasileiro não existe, o estudo declara a ausência em vez de preencher com estimativa importada
O método publicado é o mesmo aplicado no mandato
Se a conversa for sobre uma operação em curso, comece pelo setor, pela ordem de grandeza da receita e pela etapa