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Revenaz

Special Situations

É problema de caixa ou é problema de negócio?

Vale de Lauterbrunnen · Oberland Bernês

O desenho da prática

Aperto de caixa12 a 18 mesesalavancagem sobe, covenant aperta96Renegociação privada6 a 12 mesesbilateral, sem exposição74Reestruturação3 a 6 mesesconsenso entre credores48Recuperação extra60 a 90 diasacordo homologado28Recuperação judicialprazo legalo mercado descobre12A JANELA QUE FECHAO valor recuperável cai a cada fase, e o prazo de decisão encurta juntovalor recuperável, base 100

A primeira pergunta decide tudo o que vem depois, e o prazo para respondê-la é curto. Atuamos tanto do lado de quem precisa reorganizar quanto do lado de quem avalia adquirir, com a ressalva de que nunca nos dois lados da mesma operação

Trabalhos típicos

  • Laudo de viabilidade econômico-financeira
  • Reorganização de passivo
  • Negociação com credores
  • Aquisição de ativos em dificuldade
  • Avaliação de plano de recuperação
  • Venda de unidade produtiva isolada

O diagnóstico

Problema de caixa se resolve com prazo e com estrutura. Problema de negócio não se resolve com dinheiro, e tratar um como o outro é o erro mais caro desta frente

A reorganização de passivo

Renegociação com credores, alongamento, conversão e desenho da estrutura que a operação consegue sustentar de fato, e não a que se gostaria de sustentar

O laudo de viabilidade

Laudo de viabilidade econômico-financeira para instrução de recuperação judicial, com projeções fundamentadas e premissas declaradas

A aquisição de ativo em dificuldade

Do lado do comprador, a diligência precisa ser feita em semanas, e isso muda o que se pode verificar. A aquisição dentro da recuperação oferece proteção contra sucessão que a aquisição fora não oferece

O processo

Como o trabalho corre, fase a fase

Reorganização

Do lado de quem precisa reestruturar

Processo cujo primeiro entregável é o diagnóstico, e cuja primeira decisão é sobre prazo

  1. Diagnóstico em duas perguntas

    É problema de caixa ou de negócio, e quanto tempo de caixa resta. As duas respostas juntas definem o universo de alternativas disponível

  2. Fluxo de caixa de curto prazo

    Construção do fluxo semanal de treze semanas, que é o instrumento que separa decisão informada de decisão por pânico

  3. Mapa de credores

    Levantamento do passivo por natureza, garantia e prazo, com identificação de quem tem poder de acelerar e de quem tem incentivo para negociar

  4. Alternativas

    Comparação entre renegociação extrajudicial, recuperação extrajudicial, recuperação judicial e venda de ativo. Cada uma tem custo, prazo e efeito distintos sobre o controlador

  5. Negociação

    Condução das conversas com credores, com proposta fundamentada em capacidade real de pagamento e não em desejo

  6. Laudo e plano

    Elaboração do laudo de viabilidade econômico-financeira e apoio ao plano, com premissas declaradas e projeções que o negócio sustenta

Aquisição em situação especial

Do lado de quem avalia comprar

Processo de prazo curto, em que a disciplina sobre o que se pode verificar decide o resultado

  1. Triagem

    Identificação rápida do que está à venda e por quê. Ativo em dificuldade tem vendedor com prazo, e o prazo é a principal fonte de desconto

  2. Diagnóstico do ativo

    Separação entre o que é problema de estrutura de capital, que se resolve com a compra, e o que é problema de negócio, que não se resolve

  3. Estrutura da aquisição

    Comparação entre aquisição de quotas, de ativos e de unidade produtiva isolada dentro da recuperação, que oferece proteção contra sucessão que as demais não oferecem

  4. Diligência sob prazo

    Definição do que se consegue verificar em semanas e do que ficará como risco assumido, com precificação explícita desse risco

  5. Proposta e execução

    Proposta desenhada para o rito aplicável, e condução até a homologação ou o fechamento

As perguntas que começam o trabalho

Quanto tempo de caixa resta?

Define se há espaço para negociar ou se a decisão já está tomada por omissão

A operação sustenta a dívida reestruturada?

Plano que não fecha na conta é plano que será descumprido

O que acontece com o acionista?

A reorganização salva a empresa e frequentemente apaga o controlador

A ordem de pagamento

Quem recebe o quê se a empresa for liquidada

Todo plano de recuperação é comparado, na cabeça de cada credor, com o que ele receberia na falência. A ordem legal de pagamento define esse piso, e é a partir dele que se negocia deságio, prazo e carência

Recuperado na liquidaçãoPerdido
CRÉDITO, R$ MILHÕESRECUPERAÇÃO1. Extraconcursais, inclusive financiamento DIP8100%2. Trabalhistas até 150 salários mínimos14100%3. Garantia real, até o valor do bem35100%4. Tributários28100%5. Quirografários6025%6. Multas60%7. Subordinados100%
Ilustrativo: valor de liquidação de R$ 100 milhões frente a R$ 161 milhões em créditos. Ordem de pagamento dos artigos 83 e 84 da Lei 11.101 de 2005, com as alterações da Lei 14.112 de 2020. Elaboração Revenaz

Os ritos

Quatro caminhos, com custo, prazo e efeito diferentes sobre o controlador

Negociação privadaRecuperação extrajudicialRecuperação judicialFalência
Quem fica vinculadoSó quem assinaTodos os credores das espécies abrangidas, se atingido o quórumTodos os credores sujeitos, inclusive quem votou contraTodos os credores, na ordem legal
QuórumUnanimidade dos envolvidosMais da metade dos créditos de cada espécie abrangidaAprovação por classe em assembleia, com possibilidade de cram downNão há votação
Suspensão de execuçõesNão háPode ser pedida a partir da adesão de um terço dos créditos180 dias, prorrogáveis uma vez por igual prazoDefinitiva
PublicidadeConfidencialPública a partir do pedido de homologaçãoPública e com administrador judicialPública
ControladorMantém a gestãoMantém a gestãoMantém a gestão, sob fiscalização judicialAfastado da gestão
Prazo típicoSemanas a mesesTrês a seis mesesUm a três anos até o encerramentoAnos

As ferramentas da reorganização

O que a lei permite e quase ninguém usa bem

Art. 69-A

Financiamento DIP

Dinheiro novo durante a recuperação, com prioridade sobre os créditos anteriores e garantia sobre ativos, inclusive em segundo grau. É o que mantém a operação viva enquanto o plano é negociado

Arts. 60 e 141

Unidade produtiva isolada

Venda de uma parte do negócio dentro do plano, sem sucessão de dívidas trabalhistas, tributárias e demais passivos ao comprador. É a estrutura que torna possível vender o que funciona

Art. 58, § 1º

Cram down

Homologação do plano mesmo com a rejeição de uma classe, desde que atendidos os quóruns alternativos da lei e sem tratamento diferenciado dentro da classe que rejeitou

Art. 56, § 4º

Plano dos credores

Rejeitado o plano do devedor, os credores podem apresentar plano próprio, inclusive com conversão de dívida em participação. É o risco que o controlador precisa precificar desde o início

Art. 69-J

Consolidação substancial

Tratamento de um grupo econômico como uma só devedora quando há confusão patrimonial ou interdependência. Muda a massa de ativos que responde por cada dívida

Lei 13.988

Transação tributária

Negociação do passivo tributário com desconto sobre multas e juros e prazo longo, condição prática para a recuperação de empresas com dívida fiscal relevante

Os sinais que chegam antes

O problema aparece no capital de giro meses antes de aparecer no balanço

Prazo de fornecedores alongando

A empresa começa a financiar o caixa com o fornecedor, que é o crédito mais caro e o primeiro a acabar

Antecipação crescente de recebíveis

Venda a prazo virando caixa à vista, com desconto, mês após mês

Índices perto do limite

Alavancagem e cobertura encostando nos covenants, com pedido de waiver no horizonte

Tributos em atraso

O imposto deixa de ser pago antes da folha e do banco, porque é o credor que demora mais a cobrar

Estoque subindo sem venda

Capital de giro preso em produto que não gira, financiado por dívida de curto prazo

Rotatividade na área financeira

Troca de diretor financeiro, de auditor ou de banco principal em sequência curta

As outras frentes

Fale com o sócio responsável

Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação

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